Artigo do advogado Dr. Wilson Ferreira Campos no jornal O Tempo de hoje, 25/04/12.

26, abril, 2012 Sem comentários

WILSON FERREIRA CAMPOS

Advogado das associações de moradores dos bairros Mangabeiras, Pampulha, Pró-Civitas, São José, São Luís e Bandeirantes

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A legalidade que se busca é a pedra de toque para os anseios das multidões. E o princípio da legalidade, um dos sustentáculos do Estado de direito, em nada surpreende quando conclamado pelos submetidos. O exercício da legalidade faz com que os indivíduos encontrem a clareza solar de seus direitos e deveres.

O caos anunciado se revelou, de fato, quando garantias conquistadas foram retiradas. A sociedade se inquietou e passou a questionar. Os signatários do plácido poder do “não sou, mas estou” arregimentaram-se e, simplesmente, mandaram mudar. Trocaram o certo pelo duvidoso, e o povo, boquiaberto, inquietou-se mais ainda.

A arrogância do desmedido não tem tamanho quando se trata de povo que se submete, mas, quando este se agiganta, as posses perdidas se reapresentam. O povo não é povo simplesmente por ser. É cidadão contribuinte, aquele que paga a conta.

A insanidade dos pseudopoderosos não os remete à realidade de hoje, dos fatos discutidos nas esquinas, nas empresas, nos lares e em todos os lugares onde, no mínimo, oito entre dez já não suportam mais tanta sujeira dos vendilhões do patrimônio público, mantido com o suor do povo, que já não treme nem teme.

O início do caos pode ser a indiferença pública com o trânsito, à mercê de inúmeras obras não pedidas e que, a rigor, foram malplanejadas. Pode ser a insegurança que prende em casa os cidadãos de bem e solta os criminosos, acobertados por uma legislação complacente com o ilícito. Também pode ser o descaso com a vida humana, quando chegam as chuvas, e as desculpas são sempre as mesmas, ou, ainda, o péssimo transporte público, a deficitária rede hospitalar, a falta de investimentos na infraestrutura, o desperdício de dinheiro público e tantos outros motivos que ficaríamos aqui por horas a enumerar.

O meio do caos é a prática de desrespeito com garantias conquistadas pela sociedade. A primeira seja a Pampulha - área de proteção em suas Áreas de Diretrizes Especiais; a segunda, o Mangabeiras - abraçado pela serra do Curral, cujo tombamento abriga no seu entorno o Parque das Mangabeiras, criado com a finalidade de conservar e proteger as espécies e os mananciais ali existentes; a terceira, a mata do Planalto - extensa área verde, com nascentes de águas cristalinas, remanescente da Mata Atlântica; e tantas outras que sofrem com a falta de interesse do poder público. Tais práticas representam a retirada de direitos em umas e outras, suprimindo o já conquistado, ao invés de ampliar.

O meio do caos retrata a distância, cada vez maior, entre o povo e a política. A administração pública deveria balizar toda a sua atuação, sabendo que controla, temporariamente, a propriedade de terceiros, bens que são de interesse da coletividade, que paga os salários dos políticos e que suporta o ônus de seus mandatos.

O fim do caos se dará, por certo, nas eleições. O contribuinte que é cidadão eleitor, peça fundamental da democracia, com certeza saberá medir os políticos pelos seus atos. As eleições estão próximas, e próximo está o direito do povo de se manifestar civicamente.

O remédio para o restabelecimento dos direitos e garantias retirados é uma boa dose de indignação popular, adicionado à ação de mover o Poder Judiciário, para que a justiça seja aplicada.

O caos anunciado requer providências urgentes da sociedade. Ao cidadão ético, cabe sair da posição em cócoras e se erguer na defesa de seus direitos constitucionais.


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Abaixo-assinado contra a verticalização!!!!! Participem…

16, abril, 2012 Sem comentários

 

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Ajude-nos a divulgar!!!!

Ficaremos agradecidos por sua assinatura.

Associação Pro-Civitas


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Fórum de moradores aponta irregularidades

16, abril, 2012 Sem comentários

osmando1

Publicado no Jornal OTEMPO em 14/04/2012

Foto: Osmando Pereira - Secretário Regional Pampulha

Secretário teria enviado relatório ao Compur sobre opiniões do Fade

Acusações de membros do Fórum da Área de Diretrizes Especiais (Fade) da Pampulha, órgão colegiado que tem por objetivo acompanhar e dar subsídios nas decisões em relação à ADE Pampulha, evidenciam outras irregularidades no processo de aprovação de dois hotéis na região.

Alguns membros reclamam da falta de clareza durante o processo de apreciação dos documentos para a aprovação pelo Fade. A alegação principal é que, durante a reunião para emitir parecer sobre a instalação dos hotéis, realizada em novembro de 2011, não houve concordância de opiniões entre os membros, e o assunto não foi levado à votação pelo presidente do Fade, Osmando Pereira. Ele também acumula o cargo de secretário municipal da Regional Pampulha. 

De acordo com um dos membros do conselho João Renato Stehmann, que é representante da sociedade civil, não houve consenso nas opiniões. “Somos um órgão colegiado, e o assunto deveria ser votado, mas isso não foi aceito”, disse. Ainda segundo ele, o documento encaminhado ao Conselho Municipal de Políticas Urbanas (Compur) foi somente o que “o presidente captou durante a reunião” ,e não a manifestação oficial do Fade. 

A legislação municipal prevê que pedidos de licenciamento deverão ser previamente encaminhados ao Fade da Pampulha, antes do aval do Compur e do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte (CDPCM). A assessoria da Regional Pampulha informou que, como surgiram várias opiniões na reunião, enviou ao Compur um relatório com todas, cumprindo o papel consultivo do Fade.

Manifestação

Construção. Moradores da Pampulha e de outras regiões da capital se reúnem amanhã, às 10h, na praça Dalva Simão, em frente à estátua de Iemanjá, para protestarem contra a instalação dos dois hotéis.

 

APAM- Associação dos Amigos da Pampulha

Associação Comunitária Viver Bandeirantes

Pró-Civitas - Associação dos Bairros São Luis e São José

APIBB - Associação Pró-Interesses do Bairro Bandeirantes


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Sobre nossa passeata contra a verticaçlização da Pampulha, 15/04/12

16, abril, 2012 Sem comentários

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